A taxa de fecundidade no Brasil caiu de 6,2 em 1960 para 1,9 quatro décadas depois, segundo a UNFPA/ONU*, está abaixo da taxa de reposição, que seria de 2,1. Isso nos leva a realidades de países desenvolvidos como Espanha e Alemanha que tem hoje uma taxa de 1,3. Na região Norte, onde as taxas superam a taxa de reposição com 2,3.
Certamente, isso se deve ao trabalho, de nós educadores que trabalhamos para aumentar a qualidade de vida, mostrando aos jovens como existe responsabilidades em se ter um filho. Não que é bom não ter, mas ter em grande quantidade. Sabemos que caso a taxa caia demais, teremos problemas como alguns países europeus, se tornar um país velho, onde não tem mão de obra jovem para fazer girar a economia, e apenas dão prejuízos à Previdência.
Contudo, será que nós professores não estamos cavando nossas covas ao fazer isso? Óbvio que é necessário o planejamento familiar, até mesmo para que não vejamos situações de pessoas marginalizadas pela falta de assistência devido ao aumento da população. Mas pensamos que no momento temos um número x de pessoas nas escolas, e para isso, um número de professor para atender essa demanda. Com o tempo, viveremos duas situações, haverá uma redução no numero de alunos e consequentemente no número de professores. Logo, um dos setores que mais desempregará será naqueles que envolvam diretamente com o público jovem. Entretanto, haverá mais emprego.
Talvez não seja tão animador saber que as salas poderão ter um número reduzido de alunos, para a educação do país isso é ótimo, pois teremos uma formação melhor e apenas os melhores profissionais continuaram em seus cargos, e esperamos que os salários também aumente. Apesar de em 1960 os números serem 3 vezes maior, muitas poucas pessoas tinham acesso a educação, hoje em dia, uma educação meia boca em todos os estados (pelo menos na rede pública), mas esse acesso é garantido pelo ECA-92.
Por isso, não sei se existe tanta vantagem em ser professor com esses números, apesar de toda humilhação sofrida, ainda estar sujeito a ter um fim de carreira perdido diante da situação, e não sei até onde os governos garantem a estabilidade dos professores efetivos. Só com a redução do numero de aulas de Ciências no EF2, já deu um corte em alguns professores da Rede Estadual de São Paulo, e não sabemos qual será o destino desses professores.
Abraços
Rogério
*Disponível em: http://www.unfpa.org.br/Arquivos/relatoriowpd.pdf em 23/02/09
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